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Polaco - O que resta da imagem?

Polaco é artista visual e pintor desde os 16 anos, desenvolvendo uma pesquisa contínua em torno da imagem, da identidade e da cultura contemporânea. Utilizando o stencil e a estética pop como linguagem principal, seu trabalho transita entre o retrato, o ícone e a metáfora visual, estabelecendo diálogos com a música, a filosofia, a política e o cotidiano.

Organizado em projetos que se interconectam — Personalidades, Retratos, Reverso e Faceless — este portfólio apresenta uma produção que investiga as diferentes maneiras de se construir, afirmar ou ocultar identidades no mundo atual. A pintura surge como ferramenta crítica e poética, capaz de tensionar memória, anonimato e comportamento social.

Portfólio

Biografia

Polaco é o nome artístico de Rômulo Romanha (1982), artista visual e pintor brasileiro. Seu interesse pela arte começou ainda na infância, marcado pela produção intensa de desenhos autorais. Em 1996, iniciou sua trajetória na arte urbana por meio da pichação e do graffiti nas ruas de São Paulo. Nesse período, assinava como Genius e integrou a grife de pixação Os Mais Perfeitos, desenvolvendo letras e escritas estilizadas em intervenções realizadas em trens, túneis, prédios e outros espaços urbanos.

Em 2000, ingressou na universidade de arte, ampliando seu repertório e aprofundando sua pesquisa em diferentes linguagens, como pintura, instalação e performance. Passou a assinar seus trabalhos como Rômulo Romanha e participou do Salão de Novos Artistas de Suzano entre 2003 e 2005. Em 2007, integrou a Bienal de Arte do Alto Tietê com a obra "Resposta a Sangue e Fogo", instalação que abordava temas ligados às desapropriações e aos conflitos urbanos.

Posteriormente, explorou os lambe-lambes, utilizando stencil e impressão em papel para intervir no espaço público, período em que adotou o nome Polaco, apelido de infância dado por sua avó. Após uma pausa em 2012 para dedicar-se à educação como professor de artes, retornou à produção artística em 2017, concentrando-se na pintura em stencil.

Atualmente, desenvolve uma obra de estética pop, investigando o retrato, a identidade, o anonimato e questões sociais contemporâneas. Participou, entre outras exposições, da As Ruas que Falam (2021), da XXI Mostra de Arte do Vale do Paraíba na Pinacoteca de Taubaté e da 50ª Semana Portinari, no Museu Casa de Portinari (2025).

Exposições

2003 - Salão de novos artistas de Suzano
2004 - Salão de novos artistas de Suzano (menção honrosa)
2007 - Bienal de Arte do Alto Tietê
2010 - Sarau no Caos
2011 - Exposição individual no Galpão - Ferraz de Vasconcelos
2011 - Exposição Grito e Resistência - Com Alê 140 e Ivan Magalhães
2021 - Exposição "As ruas que falam"
2025 - XXI Mostra de Arte do Vale do Paraíba, Região Serrana e Litoral Norte na Pinacoteca de Taubaté
2025 - 50ª Semana Portinari no Museu Casa de Portinari
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